Diplomatas discutem combate ao Estado Islâmico

A luta global contra os militantes do Estado Islâmico deve exigir anos até que o grupo seja derrotado, mas os países estão preparados para se engajarem "pelo tempo que for necessário" para vencer a sangrenta insurgência, afirmou nesta quarta-feira o secretário de Estado norte-americano John Kerry.

Estadão Conteúdo

03 de dezembro de 2014 | 12h39

Quase um ano depois de o Estado Islâmico ter tomado importantes cidades no oeste do Iraque, diplomatas de mais de 60 países e organizações internacionais se reuniram em Bruxelas para traçar um caminho contra o grupo que, desde então, se tornou uma das maiores ameaças terroristas do mundo.

A insurgência sunita, que agora se estende pela maior parte do norte do Iraque e da Síria, tem atraído milhares de combatentes estrangeiros de todo o planeta, incluindo da Europa.

"Nós reconhecemos o trabalho duro que ainda tem de ser feito", disse Kerry durante a reunião, realizada na sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que organizou o maior encontro de ministros de Relações Exteriores feito até agora para discutir a questão do Estado Islâmico. "Nosso compromisso será medido, muito provavelmente, em anos, mas nossos esforços já apresentam impacto significativo."

"Nós nos engajaremos nesta campanha pelo tempo que for necessário para triunfar", afirmou o diplomata norte-americano.

Kerry também se reuniu privadamente com o primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi, que pediu "muito apoio para conseguir esmagar o Daesh", o acrônimo em árabe para Estado Islâmico.

Desde 8 de agosto, quase dois meses depois de os militantes terem tomado o controle de Mosul, a segunda maior cidade do Iraque, Estados Unidos e seus aliados lançaram mais de 1.000 ataques aéreos contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Kerry disse que os ataques prejudicaram bastante a insurgência.

"Temos de construir uma parceria muito forte", disse a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini. "O desafio que estamos enfrentando não é apenas um desafio para o Oriente Médio, mas um desafio para todo o mundo."

Na terça-feira, o Pentágono disse que o Irã lançou ataques aéreos contra as forças do Estado Islâmico no leste do Iraque. Os Estados Unidos não convidaram o Irã para se unir à coalizão que combate os militantes e o Irã disse que não participaria do grupo de qualquer forma.

Mas al-Abadi disse aos jornalistas nesta quarta-feira que "não estou ciente a respeito de ataques aéreos iranianos". "Se participamos desse ataque? Isso é novidade para mim", declarou o premiê iraniano quando perguntado se o Irã participou da coordenação ou se notificou autoridades em Bagdá antes de lançar ataques aéreos contra militantes no Iraque. Ele repediu duas vezes que não sabia de ataques aéreos iranianos no Iraque. Fonte: Associated Press.

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