Diplomatas tentam salvar acordo nuclear com Irã

Com as negociações sobre o programa nuclear iraniano estagnadas quatro dias antes do prazo final para um acordo, o secretário de Estado norte-americano John Kerry iniciou nesta sexta-feira uma crucial rodada de negociações diplomáticas, reunindo-se primeiro com o ministro de Relações Exteriores do Irã e, a seguir, com seus homólogos britânico e francês.

Estadão Conteúdo

21 Novembro 2014 | 10h09

Aumentam as expectativas de que o prazo final de segunda-feira não será cumprido em razão das diferenças sobre o quanto o Irã precisa reduzir o tamanho e a extensão de seu programa nuclear. Irã e as seis potências mundiais que negociam com o país devem em breve decidir se seguem com as conversações além da segunda-feira ou se marcam uma data posterior. As partes podem também optar por encerrar as negociações, mas isso é improvável.

Representantes dos Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha (grupo também chamado de P5+1) querem reduzir a potência do programa nuclear do Irã e reduzir sua capacidade técnica para produzir armas atômicas. O Irã nega desejar esse tipo de armamento, mas negocia com o objetivo de aliviar as sanções internacionais impostas ao país.

A ex-chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, também participou do encontro com Kerry e o ministro de Relações Exteriores iraniano Mohammad Zarif. Negociações entre Kerry, o ministro francês de Relações Exteriores, Laurent Fabius, e seu homólogo britânico Philip Hammond estão agendadas para a parte da tarde.

Antes de chegar para a reunião, Kerry expressou esperança de que o acordo possa ser fechado no prazo e disse que as negociações "não tratam a respeito de uma extensão (do prazo)" com o Irã, apesar das considerações de que as diferenças são muito grandes para ser superadas nos próximos dias. Porém, ele reconheceu que alguns elementos de um acordo precisam ser concluídos até o prazo final.

O vice-ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, que lidera a delegação do país, disse à agência de notícias Itar-Tass que "as conversações acontecem....numa situação extremamente tensa". Já Hammond escreveu, em sua conta no Twitter, que "é necessária grande flexibilidade para obtermos sucesso". Fonte: Associated Press.

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