Brendan McDermid/Reuters
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Direção da ONU é criticada por silêncio durante furacão Sandy

Sede da ONU, à margem do rio East, em Nova York, sofreu graves danos por causa do alagamento dos subsolos

Reuters

05 de novembro de 2012 | 19h59

NAÇÕES UNIDAS - Diplomatas criticaram nesta segunda-feira, 5, a administração da ONU pela "paralisação quase total nas comunicações" com a sede da entidade por causa da supertempestade Sandy, que atingiu a Costa Leste dos Estados Unidos há uma semana.

Gregoy Starr, subsecretário-geral para questões de segurança, disse na semana passada que a sede da ONU, à margem do rio East, em Nova York, havia sofrido graves danos por causa do alagamento dos subsolos. O complexo passou três dias fechado, até quinta-feira.

Falando em uma reunião especial da comissão orçamentária da Assembleia Geral, o embaixador da Argélia, Mourad Benmehidi, disse que a ONU deixou de se comunicar com Estados membros que estavam desesperados por informações. "Todos nós sentimos que as Nações Unidas desapareceram das telas dos membros durante um período muito longo", disse o argelino, acrescentando que a entidade também "desapareceu da tela do mundo".

Benmeidi disse discordar dos elogios de Starr aos funcionários encarregados de lidar com a crise, e acusou o dirigente de fazer uma "avaliação autocongratulatória". O subsecretário-geral de gestão, Yukiyo Takasu, repetiu que é cedo para estimar os prejuízos, mas afirmou que parte deles terá cobertura do seguro.

Na quarta-feira passada, diplomatas do Conselho de Segurança reclamaram por terem tido de ir a uma estrutura temporária da sede da ONU para realizar uma reunião de urgência sobre a Somália. O embaixador dinamarquês Carsten Staur concordou com as declarações do argelino e comentou sobre a "interrupção total das comunicações" com o mundo exterior.

Delegados do México e de outros países também reclamaram do silências das Nações Unidas. "Há um grande senso de frustração e essa frustração está aumentando", declarou um diplomata mexicano.

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