Direitista sai na frente em eleição na Guatemala

Com 70% das urnas apuradas ontem à noite, o general da reserva Otto Pérez Molina liderava a disputa pelo segundo turno das eleições na Guatemala. Pérez Molina tinha 55,8% dos votos anti seu rival Manuel Baldizón, que havia recebido 44,2% dos votos.

CIDADE DA GUATEMALA, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2011 | 03h01

O alto índice de abstenção marcou a segunda etapa da corrida presidencial. Horas após a abertura das urnas, poucos eleitores compareceram aos centros de votação. O atual presidente, Álvaro Colom, fez um apelo para que a população participasse da votação, mas a pressão parece não ter surtido efeito.

As últimas pesquisas de intenção de voto já apontavam para uma guinada à direita. Militar especializado em contrainsurgência, Pérez Molina aparecia com 58% das intenções de voto, 17 pontos porcentuais a mais que o empresário Baldizón.

Pérez Molina, candidato que promete "mão de ferro" no combate ao narcotráfico e ao crime organizado, é o grande favorito. Ele venceu o primeiro turno, realizado em setembro, com 36% dos votos. E nega as acusações de ter participado de massacres durante a guerra civil que durou de 1960 a 1996.

Baldizón entrou na disputa presidencial depois que a candidatura da ex-primeira-dama, Sandra Torres, foi considerada ilegal. Ela se divorciou de Colom para contornar a lei que impede a candidatura de parentes de um mandatário.

A Guatemala é um dos países da América Latina com o maior número de homicídios - mais de 40 para cada 100 mil habitantes. Nos últimos anos o país foi invadido por cartéis de drogas do México, como os Zetas. / REUTERS e EFE

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