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Direito do Irã a programa é inegociável, diz Ahmadinejad

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou ontem que seu país não suspenderá o enriquecimento de urânio nem negociará seus direitos de obter tecnologia nuclear. Ahmadinejad também fez pouco caso do ultimato dado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, para que Teerã negocie o fim de seu programa nuclear. Segundo Obama, se isso não ocorrer até o fim do mês, o Irã sofrerá novas sanções.

Reuters e Efe, TEERÃ, O Estadao de S.Paulo

08 de setembro de 2009 | 00h00

"Do nosso ponto de vista, a questão nuclear do Irã é um assunto encerrado. Continuaremos nosso trabalho dentro da estrutura de regulamentação global e em estreita interação com a Agência International de Energia Atômica (AIEA), mas nunca negociaremos os direitos da nação iraniana," disse.

No entanto, o presidente iraniano se disse disposto a conversar com as potências mundiais sobre o que chamou de "desafios globais". "Estamos dispostos a conversar e trocar pontos de vista em uma direção correta para resolver os desafios do mundo, mas sem abrir mão de nossos direitos."

Em Viena, Mohamed ElBaradei, diretor da AIEA, agência ligada à ONU, disse que a organização está em um impasse com o Irã a respeito do programa nuclear. "Teerã melhorou sua cooperação em alguns pontos, mas não nos principais assuntos, como a eventual dimensão militar de seu programa nuclear", declarou.

O diretor da AIEA também qualificou de "politicamente motivadas" as acusações de França e Israel de que a organização estaria escondendo informações sobre o programa nuclear iraniano. "Essas acusações são totalmente infundadas", afirmou.

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