Direitos das mulheres enfurecem religiosos no Irã

Um voto do Parlamento do Irã, dominado por legisladores reformistas, para que o país se una a um acordo internacional sobre os direitos das mulheres provocou a ira dos clérigos de linha-dura. Durante o final de semana, dezenas de religiosos saíram às ruas da cidade sagrada de Qom para protestar contra o voto parlamentar a favor da entrada do Irã na Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher.A convenção foi aprovada pelo Parlamento em 23 de julho. Agora, o voto deverá ser endossado pelo Conselho dos Guardiões, que não é eleito pelo povo, para se transformar em lei. Espera-se que a decisão parlamentar seja rejeitada pelo conselho.Na Jordânia, o novo parlamento derrubou duas normas que concediam mais direitos às mulheres. Segundo legisladores, as propostas, adotadas pelo governo em 2001, contradizem os ensinamentos islâmicos. Elas garantem o divórcio às mulheres e uma punição mais dura aos chamados "crimes de honra" - homens que matam mulheres supostamente acusadas de desonrar o nome da família.

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