Sazzad Hossain/AFP
Sazzad Hossain/AFP

Diretor de escola em Bangladesh ateou fogo em aluna que o acusou de assédio sexual

Morte da jovem Nusrat Jahan Rafi causou comoção nacional; antes de morrer, ela gravou vídeo repetindo acusações contra ele

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2019 | 04h19
Atualizado 09 de janeiro de 2020 | 16h43

DACA - A polícia de Bangladesh diz que o diretor de uma escola é o culpado por atear fogo a uma de suas alunas. A jovem Nusrat Jahan Rafi, de 19 anos, denunciou o homem à polícia por assédio sexual. Ela morreu por causa do ataque.

Os agressores de Rafi a atraíram ao terraço do seminário islâmico onde estudava. Eles exigiram que ela retirasse a denuncia que havia apresentado na polícia. Ao negar, teve o corpo molhado com querosene e foi queimada viva.

"O plano era que o crime se passasse por um suicídio", explicou o superintendete de polícia Mohammad Iqbal. "No entanto, não conseguiram pois a menina conseguiu se soltar após o fogo queimar o pano que prendia seus pés e mãos."

Rafi sofreu queimaduras em 80% do corpo e morreu no hospital no dia 10 de abril. Antes de morrer, gravou um vídeo repetindo as acusações contra o diretor: "Ele me tocou. Lutarei contra este crime até meu último suspiro".

De acordo com informações divulgadas pela polícia nessa quinta-feira, 18, cerca de 17 pessoas participaram do crime. Uma delas foi detida e acusou o diretor de comandar o ataque.

Rafi pediu socorro à polícia em março, quando denunciou o assédio. Um vídeo que veio a público mostra o policial que a atendeu registrando o ocorrido, porém tratando a situação com desdém e "sem importância".

A morte da jovem Nusrat provocou protestos em todo o país. O governo prometeu que investigaria o caso para encontrar os responsáveis. / AFP

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