Diretor da AIEA chega a Teerã para negociações

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) ,Yukiya Amano, chegou nesta segunda-feira a Teerã para uma importante missão que pode levar à retomada das investigações da organização sobre o supostos programa de armas nucleares do Irã.

AE, Agência Estado

21 Maio 2012 | 09h34

Amano e dois auxiliares foram levados rapidamente após aterrissagem no aeroporto de Teerã, onde chegaram de madrugada. Eles vão se reunir com o principal negociador nuclear iraniano, Saeed Jalili, assim como o ministro de Relações Exteriores e outras autoridades ainda nesta segunda-feira.

A visita, a primeira de Amano desde que se tornou a principal autoridade da AIEA em 2009, tem como foco fazer com que o Irã concorde com as condições que permitirão que a AIEA investigue instalações suspeitas, dentre elas o complexo paramilitar de Parchin, onde anteriormente a agência relatou a existência de atividades suspeitas.

Teerã nega a realização de pesquisas com armas nucleares e afirma que Parchin é uma instalação de armas convencional.

A inspeção de Parchin, a sudeste da capital Teerã, foi um importante pedido feito por graduadas equipes da AIEA que visitaram Teerã em janeiro e fevereiro. Nas duas ocasiões, Teerã rejeitou os pedidos.

Mas tanto o Irã quanto a AIEA têm relatado progresso nas rodadas anteriores de conversações na semana passada, em antecipação à visita. Embora expressando algum otimismo, Amano disse que não poderia prever se poderá chegar a um acordo que possa permitir à agência retomar as investigações, paralisadas há bastante tempo.

"Nada é certo na vida, nem na diplomacia", disse ele aos jornalistas antes de partir, no aeroporto de Viena. "Mas temos conseguido um bom progresso."

"Eu realmente acho que é a hora certa para chegarmos a um acordo", afirmou ele. A visita de um dia de Amano é significativa tanto para o que se pode alcançar na investigação dos segredos do programa nuclear iraniano quanto nas conversações da quarta-feira, em Bagdá, entre Irã e Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha. As informações são da Associated Press.

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