Diretor da AIEA rebate críticas sobre inspeção nuclear no Irã

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da Organização das Nações Unidas (ONU), Yukiya Amano, responsável por conduzir a investigação sobre as atividades nucleares do Irã, defendeu sua atuação nesta quinta-feira, criticando as alegações de que a agência teria dado o controle das inspeções ao Irã.

Estadão Conteúdo

20 de agosto de 2015 | 22h01

O acordo secreto entre o Irã e a AIEA, sobre como conduzir a investigação, foi firmado no mesmo dia que o acordo nuclear entre o país e as potências do P5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, China, França, Rússia, mais a Alemanha), e tornou-se o principal foco de críticas do Congresso norte-americano.

Em um comunicado divulgado no final da quinta-feira, Amano afirmou que está legalmente proibido de detalhar o acordo com o Irã. A agência tem contratos de confidencialidade com dezenas de outros países.

"Entretanto, eu posso afirmar que os termos da negociação são consistentes com nossas práticas. Eles não comprometem nossos padrões de nenhuma maneira", disse Amano. "O acordo entre a AIEA e o Irã é bastante robusto, com um calendário rigoroso, o que nos ajudará a esclarecer ações do passado e atuais sobre o programa nuclear iraniano", declarou.

Os críticos do acordo afirmam que a investigação parece estruturada de uma maneira a favorecer o Irã e previnem o país de dar reais explicações sobre suas ações no passado. Além disso, alegam os críticos, o acordo dá ao Irã controle demais sobre as inspeções na base militar de Parchin, aonde acredita-se que o governo simulou explosões.

Amano ainda disse que está consternado com declarações que sugerem que a AIEA deu ao Irã o poder de decisão sobre as inspeções nucleares. Ele afirmou que "essas declarações não representam a maneira como iremos conduzir esse importante trabalho de verificação". Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
AIEAONUAcordo NuclearIrã

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.