Yana Paskova/The New York Times
Yana Paskova/The New York Times

Diretor de presídio onde Jeffrey Epstein morreu é transferido

Departamento de Justiça dos EUA também suspendeu dois guardas que estavam no turno em que o bilionário teria cometido suicídio

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2019 | 16h22

O diretor do presídio federal de segurança máxima em Manhattan onde o empresário Jeffrey Epstein estava preso e foi encontrado morto no sábado, após supostamente ter cometido suicídio, foi transferido nesta terça-feira, 13. Além dele, dois guardas foram suspensos e ficaram fora de serviço até o fim das investigações, informou o Departamento de Justiça dos EUA.

Epstein, de 66 anos, foi encontrado morto em sua cela no sábado de manhã, e autoridades norte-americanas se comprometeram a conduzir uma investigação completa de sua morte, que foi classificada como um aparente suicídio.

Na segunda-feira, 12, o secretário de Justiça dos EUA, William Barr, admitiu  que “sérias irregularidades” foram identificadas no presídio federal. “Fiquei chocado e, de fato, todo o departamento também ficou. E francamente bravo em saber da falha em adequadamente proteger esse prisioneiro”, afirmou Barr. Ele acrescentou que “investigações prolongadas” serão feitas sobre o caso.

As circunstâncias da morte de Epstein ainda não foram esclarecidas. Ele morreu supostamente por enforcamento, apenas duas semanas depois de ter sido retirado da lista de detentos sob supervisão por risco de suicídio, no dia 29.

Epstein foi encontrado inconsciente em sua cela no dia 23, com marcas no pescoço, em uma aparente tentativa de suicídio. Durante menos de uma semana, ficou sob avaliações psiquiátricas diárias no Centro Corretivo Metropolitano de Manhattan, aguardando julgamento sob acusações de tráfico sexual de menores e abuso sexual.

O empresário foi encontrado morto em sua cela às 6h30 de sábado, por um guarda que fazia a ronda matinal na prisão. Pelas condições do corpo, ele havia morrido horas antes de ter sido encontrado, apesar de o regimento da prisão determinar que os detentos que estão em uma das alas mais restritivas do presídio sejam conferidos a cada meia hora, o que não ocorreu, segundo fontes ouvidas pelo jornal The New York Times.

O regulamento da prisão também prevê que detentos na situação de Epstein, recém-saídos da supervisão por suicídio, devem ter um companheiro de cela, o que não foi cumprido.

No sábado, Trump compartilhou uma publicação no Twitter afirmando que Epstein “tinha informações sobre Clinton, e agora morreu”. Ainda não foi confirmado o envolvimento de nenhuma personalidade pública ou anônima com os crimes sexuais de Epstein. / NYT, AFP, AP e EFE

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