Diretor e vice do Banco do Vaticano renunciam em meio a escândalo

Monsenhor Nunzio Scarano foi preso semana passada acusado de fraude e corrupção

O Estado de S. Paulo,

01 de julho de 2013 | 16h07

CIDADE DO VATICANO - O diretor-geral do Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido como Banco Vaticano, Paolo Cipriani, e o vice-diretor, Massimo Tulli, renunciaram, informou nesta segunda-feira, 1, o Vaticano.

O Vaticano disse em comunicado que Paolo Cipriani e seu vice, Massimo Tulli, deixaram seus cargos "pelo bem do instituto e da Santa Sé". Como os ocupantes do mais alto escalão da administração do banco, Cipriani e Tulli encabeçaram os esforços do papa para pôr em ordem a instituição e colocá-la nos padrões aceitos por reguladores externos.

"Embora estejamos gratos pelo que foi alcançado, está claro hoje que precisamos de uma nova liderança para melhorar o andamento deste processo de transformação", disse Ernest von Freyberg, presidente do Banco do Vaticano.

A renúncia dos dois foi aceita pela Comissão de Cardeais e pela direção da superintendência e acontece após a detenção, na sexta-feira passada, do monsenhor do Vaticano Nunzio Scarano, acusado de fraude e corrupção em uma investigação sobre as supostas irregularidades da instituição bancária vaticana.

Além de Scarano, antigo responsável por administrar o imenso capital imobiliário do Vaticano, foram presos um corretor financeiro e Giovanni Maria Zito, ex-membro do serviço secreto italiano.

Segundo a imprensa italiana, as investigações que levaram às prisões se concentravam na entrada ilegal na Itália de 20 milhões de euros vindos da Suíça. Não foram divulgados mais detalhes sobre os crimes dos quais são acusados, apenas que se trata de uma investigação que surgiu de várias outras da promotoria de Roma sobre as supostas irregularidades do IOR.

Na quarta-feira 26, o Papa Francisco nomeou uma comissão independente para investigar tudo o que acontece no banco do Vaticano para uma possível reforma./ EFE e REUTERS 

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