Diretora da OMS cobra acordo mundial para baratear remédios

A diretora-geral da Organização Mundialda Saúde (OMS), Margaret Chan, cobrou na segunda-feira rapidezna aprovação de um acordo global que barateie os medicamentospara os países pobres. O apelo foi feito no início de uma semana de reuniões entrefuncionários de países ricos e pobres para discutir comofornecer remédios a preços acessíveis sem desestimular asinovações farmacêuticas da iniciativa privada. "O desafio é trabalhar em múltiplas frentes para atender àsnecessidades imediatas para o acesso equitativo a remédiosacessíveis e de qualidade, e ao mesmo tempo trabalhar paraestimular a inovação", disse Chan. O setor farmacêutico criticou a proposta da OMS para umpacto global. Países ricos, onde ficam as sedes das empresas,também reagiram com frieza. A indústria argumenta que precisa faturar com as vendaspara financiar as pesquisas e o desenvolvimento de novostratamentos, inclusive para doenças prevalentes em países emdesenvolvimento. Críticos da proposta da OMS também argumentam que a agênciada ONU estaria entrando no terreno da proteção de patentes e dodireito intelectual, que são da esfera da Organização Mundialdo Comércio e da Organização Mundial da PropriedadeIntelectual. Já os países em desenvolvimento e os ativistas da saúdeargumentam que a OMS, por intermédio do Grupo de TrabalhoIntergovernamental, o IGWG, tem o direito de se envolver emquestões de propriedade intelectual quando isso diga respeito àsaúde pública. As organizações Médicos Sem Fronteiras e Knowledge EcologyInternational disseram em entrevista coletiva que o atualmodelo de pesquisa e desenvolvimento de novas drogas éinadequado.

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