Diretora do Clarín obtém prisão domiciliar

O juiz argentino Roberto Marquevich concedeu prisão domiciliar à diretora do jornal ?El Clarín?, Ernestina Herrera de Noble, no caso do processo aberto contra ela sobre a identidade de seus filhos adotivos. Fontes judiciais confirmaram que Marquevich aceitou conceder prisão domiciliar à proprietária do grupo Clarín, já que "houve um compromisso pessoal da senhora De Noble de respeitar as condições de prisão domiciliar, e por isso não haverá policiamento em sua casa". Herrera de Noble, de 77 anos, abandonou as dependências da Polícia Federal, onde ficou detida desde terça-feira, para instalar-se em sua casa, localizada em um bairro sofisticado da Grande Buenos Aires. O processo contra a chefe do grupo Clarín teve origem em uma denúncia apresentada em 1995 por particulares, e que recebeu o aval do grupo de defesa dos direitos humanos Avós da Praça de Maio. A denúncia exigiu a investigação de supostas irregularidades nos trâmites da adoção dos dois filhos de Ernestina Herrera, Felipe e Marcela Noble Herrera, ambos maiores de idade. A suspeita é de que os jovens possam ser filhos de pais desaparecidos durante a ditadura militar na Argentina, entre 1976 e 1983.

Agencia Estado,

20 Dezembro 2002 | 17h45

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