AFP PHOTO / Clarin
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Diretora do poderoso Grupo Clarín morre na Argentina aos 92 anos

A viúva de Roberto Noble, fundador do jornal Clarín - um dos periódicos com maior tiragem da língua espanhola -, estava internada desde a terça-feira; motivo da morte não foi informado

O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2017 | 18h28

BUENOS AIRES - Ernestina Herrera de Noble, herdeira de um dos impérios da comunicação da Argentina e diretora do Grupo Clarín, morreu nesta quarta-feira, 14, aos 92 anos, segundo o jornal do grupo. 

A viúva de Roberto Noble, fundador do jornal Clarín - um dos periódicos com maior tiragem da língua espanhola -, estava internada desde a terça-feira, porém o grupo não detalhou os motivos da morte. 

Desde 1969, após a morte de seu marido, assumiu a direção do diário que tornou-se um dos mais relevantes da América Latina. 

Um dos seus maiores tropeços foi ter sido investigada pela Justiça durante quase uma década a respeito da legitimidade da adoção de seus filhos. 

A principal dúvida era se os até então menores seriam filhos de desaparecidos, sequestrados ao nascerem durante a ditadura (1976-1983).

Em dezembro de 2002, o então juiz federal Roberto Marquevich ordenou sua detenção por suposta falsificação de documentos públicos e rapto de menores. 

A partir disso, ela passou três dias em cárcere até que obteve autorização para permanecer em prisão domiciliar, em razão da idade. Logo, a Justiça a colocou em liberdade enquanto prosseguia com a investigação. 

Foi finalmente liberada em janeiro de 2016, após as amostras de DNA de seus filhos adotivos darem negativo quando comparadas com os dados genéticos dos desaparecidos.

O acontecimento provocou comoção política em meio à batalha entre o governo de Cristina Kirchner (2007-2015) com o grupo que lidera o Clarín. / AFP 

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