Dirigentes radicais ratificam apoio a Kirchner na Argentina

Dirigentes da União Cívica Radical(UCR), a segunda força parlamentar da Argentina, ratificaram no último sábado seu apoio ao Governo com vistas às eleições presidenciais do próximo ano. Esta fração do tradicional partido, representada por quatro governadores e mais de 500 filiados, se reuniu na província argentina de Córdoba para voltar a expressar seu respaldo à proposta oficial, que nos últimos meses gerou uma divisão na principal força opositora.Durante a cúpula, o governador de Mendoza, Julio Cobos, pediu que não haja "mesquinharias" nesta etapa política país, em referência à condução da UCR que rejeita a formação ao atual Governo. "Não tem que haver mesquinharias. Após a grande crise que houve no país, o povo espera atitudes do setor político que vão além de seus próprios interesses partidários", disse Cobos, assinalado como possível candidato a vice-presidente em uma eventual reeleição do presidente da Argentina, Néstor Kirchner.Além de Cobos, participaram do encontro os governadores de Rio Negro, Miguel Saiz; de Santiago del Estero, Gerardo Zamora; e de Catamarca, Eduardo Brizuela del Moral. "Queremos trabalhar na busca de coincidências com os adversários políticos, porque é o que reivindica esta sociedade que quer um país sério despojado de interesses particulares e com uma forte coragem política", indicou um documento divulgado ao término da reunião do denominado Movimento Federal Radical.Cobos também questionou por seus "discursos duplos" os integrantes da condução nacional da UCR, que impulsionam uma aliança com o peronista Roberto Lavagna, que deixou em novembro o Ministério da Economia e agora mantém um enfrentamento público com o Governo.Neste sentido, os presentes a este encontro, que receberam o apelido de "radicais K", rejeitaram mais uma vez uma aliança com Lavagna e ratificaram sua intenção de "colaborar" com a administração central. "Vamos colaborar indicando ao Governo as coisas que estão bem e mostrando nossas idéias e talvez alguns de nossos homens", afirmou Cobos. A decisão dos dirigentes está em sintonia com o pedido feito por Kirchner para que todos os argentinos realizem uma "reconstrução plural" do país. De todas formas, esta fração do radicalismo se absteve de anunciar definições visando às eleições do próximo ano. "Deixaremos a disputa eleitoral para uma segunda etapa",indicaram os dirigentes.

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