Dirigentes zapatistas retornam a Chiapas

A caravana da guerrilha zapatista concluiu, nas montanhas de Chiapas, sua viagem de 39 dias e mais de 3.000 quilômetros por 12 províncias do México para defender a aprovação, pelo Congresso federal, da Lei de Direitos e Cultura Indígena. O subcomandante Marcos e sete comandantes do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) saíram da comunidade de La Garrucha rumo à La Realidad, no município de Las Margaritas, vizinho da Guatemala, e um dos principais redutos da insurgência nas montanhas do sul do Estado de Chiapas. O grupo rebelde realizou esta última etapa de oito horas do retorno a La Realidad em uma caminhonete acompanhada de outros veículos ocupados por membros da sociedade civil e bases de apoio ao EZLN; na localidade também eram esperados outros 17 comandantes do grupo armado. No trajeto, os zapatistas passaram pelas bases de San Quintín e Rio Euseba, duas das sete posições do Exército federal em Chiapas, cujo desmantelamento - efetivado - era parte das exigências do EZLN para retomar as negociações de paz com o governo federal.Na véspera, o subcomandante Marcos disse, em Aguascalientes - considerada centro político e cultural do EZLN - que a chamada "Marcha pela Dignidade" serviu para que os indígenas não sejam vistos como animais. No entanto, Marcos advertiu que "não é hora de comemorar as conquistas da marcha", porque o Congresso ainda não aprovou a lei em benefício dos 10 milhões de indígenas mexicanos. O porta-voz do EZLN assegurou também que a insurgência se manterá em silêncio enquanto não tiver notícias sobre o diálogo mantido entre seu interlocutor, Fernando YáÏez (comandante Germán), e os legisladores do Congresso federal para obter avanços na discussão sobre a lei indígena.

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