Efrain Gonzalez/AP
Efrain Gonzalez/AP

Discrição marca retorno de Chávez à Venezuela

Presidente venezuelano volta de Cuba, diz que deve ficar em Caracas até amanhã e critica rumores sobre sua saúde

O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2012 | 03h07

CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, retornou a Caracas na madrugada de ontem. Ele passou 11 dias em Cuba, onde recebeu a penúltima sessão de radioterapia contra um novo tumor pélvico. Ao contrário de outras ocasiões em que retornou da ilha, a volta do líder bolivariano foi marcada pela discrição. Não houve discursos nem atos públicos e a televisão estatal VTV não transmitiu a chegada do presidente ao vivo.

Em um breve trecho gravado e exibido pela VTV, Chávez disse estar feliz em voltar. "Nunca viajo de verdade, viajo fisicamente, apenas", declarou o presidente. Ele foi recebido no Aeroporto de Maiquetía, nos arredores de Caracas, por ministros e colaboradores próximos. Vestido com seu já tradicional agasalho esportivo azul e branco, ele conversou com o vice-presidente Elías Jaua e outros membros do gabinete.

Chávez deve ficar na Venezuela até o sábado e depois retorna a Cuba para concluir o tratamento. No dia 13, o presidente pedira autorização para passar períodos maiores de seu tratamento em Cuba porque a ponte aérea entre Havana e Caracas o extenuava.

Segundo Chávez, depois da última sessão de radioterapia, haverá outras avaliações adicionais. "São tratamentos duros e preciso ter muita vontade, força e fé", disse na segunda-feira. "O tratamento é rigoroso e preciso de repouso."

Rumores. O líder bolivariano criticou os boatos de que sua saúde teria piorado em Cuba e atribuiu os rumores a uma "guerra suja" da imprensa. "Os laboratórios da guerra suja funcionam diariamente em diversas partes do continente e, claro, em Caracas", afirmou por meio de sua conta no microblog Twitter.

Ontem, o jornalista Nelson Bocaranda, crítico ao presidente, publicou em sua coluna no jornal El Universal que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria enviado um emissário a Caracas para convencer Chávez a tratar-se em São Paulo.

Questionada pelo Estado, a assessoria de Lula negou a informação. Segundo a equipe do ex-presidente, não há previsão de viagem dele ou de alguém em seu nome para a Venezuela. / EFE e REUTERS

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