Discriminação racial é pior contra as mulheres

A discriminação racial é pior contra as mulheres, afirmaram especialistas presentes a uma mesa redonda na Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o Racismo. "A discriminação racial não afeta da mesma maneira homens e mulheres", disse no domingo Gay McDougall, que chefia um comitê para a eliminação da discriminação sexual. As mulheres das castas inferiores da Índia são freqüentemente violadas enquanto vão em busca de água. Algumas mulheres em Níger são vendidas como escravas para exercerem a função de "quintas esposas" dos ricos. Nas prisões norte-americanas, a quantidade de prisioneiras negras e hispânicas é desproporcionalmente maior do que a de brancas. A comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Mary Robinson, disse que desde a realização da Conferência da ONU sobre as Mulheres, em 1995, houve importantes avanços nos direitos da mulher, mas acrescentou que a discriminação persiste, especialmente entre as integrantes das minorias. Robinson disse que a Conferência contra o Racismo pedirá que as nações estudem a situação específica das mulheres das minorias, mais do que a discriminação sexual e racial separadamente. Palestinos e israelensesA conferência da ONU até agora não concluiu a redação da declaração final, devido às divergências sobre se o documento deveria ou não criticar especificamente Israel. A reunião tem sido dominada pelos esforços das delegações árabes e palestina para condenar Israel na declaração final. Os debates sobre escravidão contemporânea, discriminação de castas e direitos dos indígenas foram colocados em segundo plano, embora os organizadores tenham dito que esses temas, junto com a discriminação sexual, deveriam estar no centro das discussões. O chefe da delegação israelense acusou os palestinos de tentarem "seqüestrar a conferência". Mordechai Yadid acrescentou que "chegamos ao ponto de termos que reconsiderar nossa participação ou nossa retirada da conferência". Os EUA enviaram uma delegação de hierarquia mais baixa em protesto pela terminologia anti-israelense contida no rascunho da declaração.O trabalho do grupo que prepara a declaração final foi suspenso nesta segunda-feira devido à questão palestina. O delegado canadanse pediu um adiamento das deliberações até que um comitê encabeçado pela Noruega conclua seus esforços de mediação.

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