Discurso de Bush defenderá plano do Iraque

Em meio a uma guerra de palavras com os democratas a respeito do Iraque, o presidente George W. Bush usará seu discurso Estado da União, na terça-feira, para argumentar a favor da permanência no Iraque e tentar ganhar apoio para planos domésticos. Bush falará a uma sessão conjunta do Congresso norte-americano, que os democratas passaram a dominar pela primeira vez em sua presidência, no momento em que muitos legisladores estão em clima hostil devido ao plano de mandar mais 21.500 soldados ao Iraque. O discurso será feito duas semanas após apresentar a nova estratégia para o Iraque, da qual muitos norte-americanos duvidam e que levou democratas, e alguns republicanos, a prepararem uma resolução no Congresso manifestando descontentamento. Alguns especialistas acham que o presidente, que entra nos últimos dois anos do segundo mandato, não conseguirá apoio para suas prioridades domésticas porque o debate sobre o Iraque ainda está muito quente. "O peso usual que um discurso Estado da União às vezes ganha no estabelecimento de uma agenda está um pouco reduzido, porque as pessoas já ouviram o discurso sobre o Iraque e vão descontar o que ele falará", disse Linda Fowler, professora de governo do Dartmouth College. Bush deverá defender a estratégia para o Iraque, dizendo ser um passo essencial para a guerra contra o terrorismo. O discurso deste ano também será concentrado em diversos grandes assuntos, e não em uma lista de idéias. Idéias comuns A lista de Bush inclui propostas sobre saúde, combustíveis alternativos, imigração e educação. "O presidente Bush vai ressaltar assuntos que ele acredita ter base comum com o novo Congresso", disse a porta-voz da Casa Branca Dana Perino. "Podemos encontrar maneiras práticas de avançar o sonho americano e manter nosso país seguro, sem que nenhuma da partes comprometa seus princípios." Os republicanos, que pensam na eleição presidencial e para o Congresso em 2008, podem colocar em prática alguns fatos para atender às expectativas dos norte-americanos. "Os americanos querem saber: algumas coisa vai ser feita em Washington nos próximos dois anos, e se vocês vão fazer alguma coisa e o que estamos fazendo no Iraque? E se ele responder essas questões, será um sucesso", comentou o estrategista republicano Charlie Black.

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