Discurso de Bush preocupa países muçulmanos

A maioria dos líderes mundiais reagiu nesta sexta-feira favoravelmente ao chamado do presidente americano, George W. Bush, por uma guerra global contra o terrorismo.Aliados próximos como a Grã-Bretanha ofereceram apoio integral, sincero, enquanto nações com significativa população muçulmana responderam com mais cautela, destacando que as ameaças do terror não são o único problema que merece atenção dos EUA.A UE aprovou um plano contra o terrorismo.O Taleban rejeitou a exigência de Bush de entregar o suspeito líder terrorista Osama bin Laden. Em Islamabad, no Paquistão, o embaixador Abdul Salam Zacef disse lamentar as mortes nos ataques do dia 11 e apelou aos EUA para não porem em perigo pessoas inocentes, com uma retalização militar.Zaef disse que o Taleban não entregará Bin Laden sem provas. Ele pediu uma investigação da ONU e disse que o ultimato de Bush representa um grande perigo para os muçulmanos.Na Turquia, o primeiro-ministro Bulent Ecevit ofereceu cooperação integral a Bush na formação de uma frente unida contra o terrorismo.Ele expressou preocupação sobre o impacto que terá a continuidade da incerteza sobre a economia global e adiantou que seu país não enviará tropas.A Turquia ofereceu ajuda no setor de inteligência e permitiu que os EUA utilizem suas bases no país para o ataque. Embora seja uma nação muçulmana, o regime é secular.O secretário-geral da Liga Árabe, Amir Moussa, insistiu em que os árabes não vão assumir nenhum papel em uma campanha de retaliação se Israel tomar parte de tal esforço."Não é possível que Estados árabes se unam a uma ação regional ou internacional da qual Israel faça parte, porque Israel está massacrando o povo palestino."A rede de TV por satélite Al-Jazeera, do Catar, informou que um grupo islâmico ameaçou atacar com mão de ferro os países do Golfo se eles ajudarem os EUA.Na Malásia, país muçulmano, o primeiro-ministro Mahatir Mohamad afirmou que lutar contra o terrorismo só com armas não resolverá o problema completamente enquanto houver "raiva" entre os oprimidos."O problema na Palestina precisa ser resolvido, bem como o do Iraque e o da Chechênia", disse ele. As Filipinas permitiram que os EUA usem suas antigas bases no país, mas não enviarão tropas.

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