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Discurso de Obama censurado é 'direito editorial', diz China

Pequim se defende por suprimir a palavra 'comunismo' e cortar trechos da posse do presidente americano

Reuters,

22 de janeiro de 2009 | 08h28

A China defendeu nesta quinta-feira, 22 a censura na televisão estatal e em sites domésticos das referências feitas pelo presidente americano, Barack Obama, em seu discurso de posse ao comunismo e à dissidência, alegando que se tratava de um direito editorial. A TV estatal chinesa interrompeu abruptamente a transmissão do discurso no momento que o comunismo foi citado por Obama. Além disso, muitos sites na Internet apagaram todas as menções à palavra.   Veja também: Erro em texto obriga Obama a prestar juramento pela 2ª vez Surge a Casa Branca 2.0 Cobertura especial da posse no blog Íntegra do discurso de posse de Obama O que você achou das roupas de Michelle? TV Estadão: Celso Lafer fala sobre a posse  Veja galeria de fotos da festa A vida de Barack Obama em imagens  Imagens da família Obama      "Não entendo a questão que você levantou. Acho que a imprensa chinesa, assim como a imprensa aqui presente, tem seus próprios direitos editoriais", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Jiang Yu em entrevista coletiva. Acredita-se que a China comunista, que fechou mais de 200 sites nos últimos dias por uso de conteúdo "vulgar", esteja tentando calar os dissidentes em um ano particularmente sensível, que inclui o 20o aniversário do massacre aos manifestantes da Praça da Paz Celestial em 1989.   "Lembrem-se que as gerações anteriores combateram o comunismo e o fascismo não apenas com mísseis e tanques, mas com alianças e convicções", disse Obama em seu discurso de posse de 18 minutos na terça-feira. O novo presidente dos Estados Unidos acrescentou: "Para aqueles que chegam ao poder por meio da corrupção e da fraude, silenciando a dissidência, saibam que estão do lado errado da história, mas que estenderemos a mão se estiverem dispostos a descerrar o punho".   Jiang se recusou a comentar as referências feitas no discurso de Obama aos direitos humanos, alegando que os comentários não tinham nenhum país específico como alvo. Ela preferiu defender o histórico da China nesse setor. "O governo chinês sempre respeitou e protegeu os direitos humanos", disse. "Mas como ainda estamos nos primeiros estágios do socialismo, existe uma série de coisas que ainda precisamos melhorar".

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