Dewayne Bevil/Orlando Sentinel via AP
Dewayne Bevil/Orlando Sentinel via AP

Disney doa US$ 1 milhão para afetados por massacre de Orlando

A companhia de entretenimento disse que o dinheiro será destinado à fundação OneOrlando, criada pelo prefeito da cidade, Buddy Dyer, a fim de 'assistir a todos os afetados pelos trágicos eventos' do fim de semana

O Estado de S. Paulo

14 Junho 2016 | 21h52

MIAMI - A Disney anunciou nesta terça-feira, 14, que doará US$ 1 milhão para ajudar os afetados pelo massacre em Orlando, na Flórida, enquanto a polícia investiga se o responsável pela tragédia tinha outros alvos em mente, entre eles um parque temático da empresa.

"Estamos desconsolados por esta tragédia e esperamos que com esta doação possamos ajudar as pessoas na comunidade que foram afetadas por este ato sem sentido", afirmou em comunicado Bob Chapek, presidente de Walt Disney Parks and Resorts.

A companhia de entretenimento disse que o dinheiro será destinado à fundação OneOrlando, criada pelo prefeito da cidade, Buddy Dyer, a fim de "assistir a todos os afetados pelos trágicos eventos" do fim de semana.

Ao todo, 49 pessoas foram vítimas de um jovem americano de 29 anos, que armado com um fuzil de assalto e uma pistola atirou indiscriminadamente em quem estava na boate Pulse, voltada para o público LGBT, no domingo de madrugada. Outras 53 pessoas ficaram feridas, das quais 6 estão em estado crítico.

Chapek lamentou a perda de vidas humanas e afirmou que cerca de 74 mil funcionários da companhia são residentes de Orlando.

A companhia está em contato com agências estatais para fornecer assistência e nas instalações do parque temático Walt Disney World Resort foram disponibilizados cinco pontos para os funcionários que desejarem doar sangue, segundo o comunicado.

O complexo também conta com um alojamento complementar para parentes das vítimas, e a companhia prometeu que igualará cada dólar que os empregados doarem através de um programa da Fundação Walt Disney.

O prefeito de Orlando anunciou hoje a criação do Fundo OneOrlando, que será administrado pela Fundação da Flórida Central e que apoiará as organizações que ajudam as famílias e vítimas do massacre, assim como as comunidades LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), hispanas e religiosas, entre outras.

As autoridades investigam se Mateen buscou outros alvos antes do massacre na boate, entre eles o parque temático da Walt Disney em Orlando, tal como informou a ex-mulher de Marten Sitora Yusufiy aos agentes do FBI, segundo informou a emissora ABC News.

Embora a companhia tenha se recusado a comentar a respeito e só tenha informado que houve um reforço nas medidas de segurança, um executivo da Disney, que preferiu não ser identificado, afirmou ao jornal local Orlando Sentinel que Mateen visitou o parque temático Magic Kingdom, propriedade da Disney, em abril.

No Centro Médico Regional de Orlando, para onde foi levada a maioria dos feridos, continuam internadas 27 pessoas, 6 delas em estado crítico, enquanto 11 se encontram em outros hospitais da região, segundo o último boletim médico.

Em entrevista coletiva conjunta com médicos e enfermeiras, o cirurgião Michael Cheatham informou que o hospital atendeu 44 pessoas, das quais 9 morreram pouco após serem internadas, 27 estão internadas  e o restante recebeu alta.

As autoridades continuam as investigações sobre o ocorrido e um dos focos das buscas recai sobre a viúva de Mateen, Noor, que pode ser processada por não informar às autoridades sobre o que sabia antes do massacre, informou a imprensa americana.

Em conversas com os negociadores da polícia de Orlando enquanto se refugiava na boate com 30 de reféns, Mateen jurou lealdade ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que classificou o autor do massacre como um "soldado do califado". / EFE

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