Marwa Rashad/REUTERS
Marwa Rashad/REUTERS

Disparo de projétil causa incêndio em terminal de petróleo saudita

Objeto teria sido lançado por forças houthis no Iêmen; coalizão liderada por Arábia Saudita afirma ter interceptado e destruído vários drones carregados de explosivos

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2021 | 20h54

RIAD - Um projétil atingiu um terminal de petróleo na cidade saudita de Jizan e causou um incêndio no local, segundo anunciou o Ministério de Energia do país nesta sexta-feira, 26 (hora local, quinta-feira em Brasília), sem especificar os responsáveis. “O disparo de um projétil contra o terminal de distribuição de Jizan causou um incêndio em um de seus armazéns”, afirmou o ministério em nota publicada pela Agência Saudita de Imprensa, especificando que o incidente não causou vítimas.

Ao longo desta quinta-feira, a coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate as forças houthis no Iêmen declarou ter interceptado e destruído vários drones carregados de explosivos direcionados ao território saudita, informou a TV estatal. A coalizão afirmou que houthis, alinhados com o Irã, tentaram atingir universidades em Najran e Jazan, cidades sauditas próximas da fronteira com o Iêmen. A coalizão disse ter destruído um drone que tinha como alvo Najran e seis drones adicionais disparados pelos houthis que visavam o reino. De acordo com o Ministério de Energia da Arábia Saudita, um desses projéteis pode ter atingido a estação.

Os ataques acontecem dias após Riad apresentar uma nova iniciativa de paz que inclui um cessar-fogo em todo o país. Os houthis recentemente intensificaram os ataques de drones e mísseis contra a Arábia Saudita, incluindo instalações de petróleo, e fizeram uma ofensiva terrestre para tomar a região de Marib, rica em gás, do Iêmen. A coalizão respondeu com ataques aéreos a instalações militares houthis.

O Iêmen está mergulhado na guerra desde março de 2015, quando a coalizão liderada pelos sauditas interveio após os rebeldes expulsarem o governo de Saana. O conflito é considerado na região uma guerra por procuração entre a Arábia Saudita e o Irã. Os houthis, que agora controlam a maior parte do norte do Iêmen, negam ser fantoches de Teerã e dizem que estão lutando contra um sistema corrupto e a agressão estrangeira./AFP e Reuters 

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