Disputa eleitoral ameaça segurança no Iraque, diz Maliki

O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, advertiu hoje que a disputa política que pode adiar as eleições de janeiro ameaça a segurança do país. Além disso, afirmou que os Estados Unidos não devem retardar seu cronograma para retirada das tropas por causa do pleito. "Vincular o processo de retirada às eleições é algo sem sentido", afirmou Maliki, em entrevista. "Eu acho que o cronograma da retirada das forças dos EUA continuará como está agora e a presença norte-americana no Iraque se encerará até o fim de 2011, de acordo com o cronograma."

AE-AP, Agencia Estado

26 Novembro 2009 | 13h40

Os EUA apontam o plano do Iraque de realizar eleições em janeiro como parte do processo de retirada, incluindo o fim da missão de combate militar no fim de agosto do ano que vem. Apesar dos possíveis atrasos nas urnas, Washington deve manter o plano, que nas palavras de Maliki é "sagrado e final". A maioria das forças norte-americanas já saiu das áreas urbanas, deixando o controle para autoridades locais. Porém, os militantes permanecem ativos e o primeiro-ministro advertiu que um impasse eleitoral poderia aumentar a tensão.

Muçulmano xiita, Maliki criticou o vice-presidente Tariq al-Hashemi, um sunita, por ele vetar a lei eleitoral. O vice-líder queria mais cadeiras para os iraquianos no exterior, a maioria dos quais sunitas. Minoria no país, os sunitas dominaram o Iraque durante os anos do regime do ex-ditador Saddam Hussein.

O veto de Hashemi não teve efeito, já que parlamentares xiitas e curdos fizeram uma emenda à lei, de modo a dar mais cadeiras para os curdos. No entanto, o vice-presidente pode vetar novamente o texto, aprofundando as divergências entre os grupos. Segundo Maliki, o uso de novo veto por Hashemi "colocará o país, em termos de segurança, em grave risco".

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