Disputa mantém ex-líder venezuelano congelado

Morto em dezembro nos EUA, Carlos Andrés Pérez só será enterrado após famílias em Miami e Caracas decidirem na Justiça local do sepultamento

, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2011 | 00h00

CARACAS

O corpo do ex-presidente da Venezuela Carlos Andrés Pérez, que morreu em dezembro, permanecerá congelado em Miami por mais dois meses, até que a disputa pelo sepultamento entre sua mulher e a amante, que vivia com ele nos Estados Unidos, seja solucionada.

A mulher de Andrés Pérez, Blanca Rodríguez de Pérez, que mora em Caracas, exigiu que o enterro fosse realizado na capital venezuelana. No entanto, Cecilia Matos, companheira do ex-presidente e com quem vivia no exílio em Miami, onde morreu, insiste que Andrés Pérez seja sepultado nos EUA.

O ex-presidente morreu no dia de Natal aos 88 anos, vítima de uma parada respiratória. As duas famílias se enfrentarão em uma corte de Miami em 21 de março, onde discutirão o local do enterro. Segundo Cecília, Andrés Pérez rejeitava a hipótese de ser enterrado em seu país natal caso o presidente Hugo Chávez ainda estivesse no poder. A mulher do ex-presidente, Blanca, diz que, na verdade, o marido sempre quis o funeral na Venezuela.

Andrés Pérez foi presidente de 1974 a 1979 e 1989 a 1993. Em seu segundo mandato, em 1992, sofreu um fracassado golpe de Estado liderado por Chávez. Ele foi destituído em 1993, após um processo de impeachment por malversação de verbas. / EFE.

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