Disputa na eleição iraniana é pela abstenção

Divididos entre o boicote dos reformistas e o chamado dos conservadores para ?esbofetear os EUA?, os iranianos vão às urnas nesta sexta-feira em eleições que devem devolver a maioria parlamentar à linha-dura islâmica. Com milhares de liberais impedidos de concorrer, a questão é mais o nível de comparecimento aos postos de votação que o resultado final do pleito.Depois de ser prorrogado duas vezes, de 18h para as 20h, o horário de votação foi estendido até as 21h, uma hora além do máximo previsto para esse tipo de extensão. Não há explicação oficial para a seqüência de prorrogações, mas parece tratar-se de uma tentativa de atrair o máximo de eleitores, em meio à campanha dos liberais por um boicote. Os defensores da abstenção usaram e-mail, websites e um ataque maciço de mensagens de texto vai celular para chamar a atenção dos eleitores, protestando contra a decisão dos clérigos muçulmanos de vetar 2.400 candidatos identificados com a reforma do regime islâmico.O principal website da Frente de Participação Islâmica, maior grupo reformista, foi bloqueado por filtros do governo. O nível de abstenção será observado como sinal de força política na queda de braço entre liberais e a linha-dura.

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