Disputa por Senado na Geórgia pode reeditar corrida presidencial

A eleição americana ainda não terminou. Pelo menos não no Estado da Geórgia, onde a disputa pelo Senado vai para o segundo turno entre o republicano Saxby Chambliss e o democrata Jim Martin. A legislação eleitoral estadual determina uma nova votação caso ninguém obtenha maioria dos votos. Chambliss teve 49,8% dos votos. Martin, 46%. Os dois recomeçaram ontem a campanha, que pode ser uma repetição da corrida presidencial. Hoje, John McCain realizará sua primeira aparição pública após a derrota em um evento com Chambliss. Mike Huckabee, derrotado nas prévias republicanas, chega no fim de semana. Mitt Romney, outro pré-candidato derrotado, irá na semana que vem. Sarah Palin, vice de McCain, também é aguardada. Do lado democrata, Barack Obama foi convidado, mas não confirmou presença. A eleição para senador na Geórgia tem um significado dramático: ela pode definir a 60ª cadeira democrata no Senado, o que daria ao partido um domínio maior do Congresso. Até agora, os democratas elegeram 57 senadores. Os republicanos, 40. Além da Geórgia, duas outras disputas ainda não terminaram. Em Minnesota, o republicano Norm Coleman terminou a apuração com 200 votos a mais que o democrata Al Franken (menos de 0,1%), e haverá uma recontagem. No Alasca, o republicano Ted Stevens lidera por 3 mil votos, mas estima-se que o democrata Mark Begich tenha obtido a maioria dos cerca de 40 mil votos enviados pelo correio, o que lhe daria a vitória. Se os democratas vencerem essas duas disputas, toda a rivalidade entre republicanos e democratas será canalizada para a Geórgia.

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