Rodrigo Cavalheiro/AE
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Disputa reduz preço de hospedagem em Cuba

Flexibilização econômica levada a cabo por Raúl Castro incluiu também esse nicho de mercado

Rodrigo Cavalheiro, enviado especial a Havana, O Estado de S. Paulo

16 de novembro de 2011 | 03h01

HAVANA - Há cinco anos, a opção de hospedagem mais barata em Cuba eram as chamadas casas particulares, residências familiares cujos donos cediam, com autorização expressa do Estado, um quarto por US$ 30 por noite. O preço era tabelado.

 

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A flexibilização econômica levada a cabo por Raúl Castro incluiu também esse nicho de mercado, o que mudou o cenário da hospedagem barata em Cuba. Qualquer família pode agora conseguir uma licença - antes privilégio de amigos do regime -, o que levou os preços a baixar a uma média de US$ 25 (há quem cobre menos, até US$ 20).

Edson Frias, de 65 anos, mudou para o térreo o próprio quarto para poder alugar o segundo andar do sobrado em que vive no centro de Havana, e assim complementar os ganhos de militar reformado. "Também é uma forma de conhecer gente de fora, saber o que está ocorrendo em outros países", explica o ex-combatente em Angola nos anos 80, empoeirado pelo gesso usado na divisória que garantirá o segundo quarto de aluguel.

A concorrência em torno dos chamados "turistas independentes" abriu campo para a multiplicação dos chamados "gineteros", atravessadores especializados em explorar estrangeiros por meio de comissões.

No centro de Havana, é comum vê-los oferecendo vagas em casas particulares e acompanhando os turistas em troca de valores que vão de US$ 2 a US$5. Por mês, o Estado embolsa US$ 150 por quarto em impostos.

Outro efeito cascata das mudanças que ocorreram no ramo da hotelaria de baixo custo - hotéis que poderiam se orgulhar de ter uma estrela tiveram de reduzir suas diárias a preços que chegam a US$ 15.

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