Disputa tende a se polarizar na Argentina

O governador de Buenos Aires, Daniel Scioli, tem a menor rejeição entre os pré-candidatos à presidência argentina (43%), quesito em que está praticamente empatado com o prefeito de Buenos Aires, o conservador Mauricio Macri (43,3%). O dado, relevante segundo analistas políticos porque mostra o teto de votos de um postulante, reforça a tendência de polarização da eleição de outubro entre os dois, segundo a consultoria Management & Fit.

RODRIGO CAVALHEIRO, CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2015 | 02h03

A mesma pesquisa aponta uma paridade na intenção de votos entre Scioli (33,3%) e Macri (32,2%). Associada a isso está a queda do terceiro colocado na disputa, Sergio Massa, um ex-kirchnerista forte na região metropolitana de Buenos Aires, mas que depois de liderar até o início do ano aparece com 13,8% e em declínio. Sua rejeição chegou a 53,5%. "Massa está praticamente fora. O tema é como se dividirão seus votos, mas isso dependerá de muitos fatores até a eleição", disse Mariel Fornoni, diretora da M&F.

Scioli, um peronista moderado, é o provável candidato kirchnerista na votação que definirá o sucessor de Cristina Kirchner. Ele disputará uma prévia em agosto com o ministro dos Transportes, Florencio Randazzo, que tem a preferência da ala mais radical do kirchnerismo, mas cuja rejeição entre o eleitor em geral é de 60,5%. Para essa prévia, a M&F põe Scioli como favorito por 61% a 33%.

Segundo a M&F, Scioli e Macri são os líderes com melhor imagem do país (27% e 20%, respectivamente). Questionados sobre o bloco em que votariam, 41,1% dos argentinos mencionaram a oposição e 30,8%, o governo.

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