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Alaistar Grant/AP
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Disseminação da cepa indiana faz Johnson adiar fim das restrições na Inglaterra

Premiê afirmou que é 'sensato esperar um pouco mais'; restrições continuam em vigor até pelo menos 19 de julho

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2021 | 09h55
Atualizado 14 de junho de 2021 | 15h01

LONDRES - O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, adiou a reabertura da Inglaterra por um mês em decorrência da alta disseminação da variante Delta, identificada inicialmente na Índia, no país. "Acho que é sensato esperar um pouco mais", afirmou em entrevista coletiva. As restrições agora permanecerão ativas até pelo menos o dia 19 de julho.

Johnson já havia expressado no sábado, 12, "séria preocupação" com o aumento da propagação da variante Delta na Inglaterra, levantando suspeitas de que ele poderia adiar seus planos para a reabertura. O premiê também se mostrava menos otimista com a situação do que no final de maio. "Está claro que a variante indiana é mais transmissível e também é verdade que os casos estão aumentando e os níveis de hospitalização estão aumentando", disse à Sky News."Agora, não sabemos exatamente até que ponto isso vai levar à mortalidade extra, mas claramente é um assunto muito sério."

Johnson afirmou, no entanto, que acredita que a medida será suficiente para conter a propagação da variante. "Do jeito que as coisas estão, e com as evidências que posso ver agora, estou confiante de que não precisaremos de mais de quatro semanas", afirmou.

O tempo extra será usado para acelerar a  campanha de vacinação inglesa, uma das mais rápidas do mundo, reduzindo o tempo recomendado entre as doses para maiores de 40 anos. A situação será revista em 28 de junho, o que pode permitir que a reabertura seja antecipada, embora o porta-voz de Johnson tenha dito que isso é considerado improvável.

Nas últimas semanas, houve um rápido crescimento de novos casos no país, causado ​​pela variante Delta, descoberta pela primeira vez na Índia. Autoridades de saúde acreditam que a cepa é 60% mais transmissível do que a cepa dominante anterior, e os cientistas alertaram que ela pode desencadear uma terceira onda de infecções. Nesta segunda-feira, a Grã-Bretanha registrou 7.742 novos casos de covid-19 e três mortes.

Johnson disse que os casos na Grã-Bretanha crescem cerca de 64% por semana, e que o número de pessoas em tratamento intensivo hospitalar está aumentando.  “Por sermos cautelosos agora, temos a chance nas próximas quatro semanas de salvar milhares de vidas vacinando milhões de pessoas”, disse ele.

A Grã-Bretanha registrou até o momento quase 128 mil mortes desde o início da pandemia, o sétimo maior número do mundo. A decisão de segunda-feira foi baseada em modelos científicos que mostraram que, se a reabertura fosse realizada conforme planejado, em alguns cenários as hospitalizações poderiam se igualar às de março do ano passado, quando os ministros temiam que o sistema de saúde pudesse colapsar.

Um estudo divulgado nesta segunda-feira mostrou que a variante Delta dobra o risco de hospitalização, mas que duas doses da vacina ainda fornecem forte proteção contra ela. Mais de 41 milhões de pessoas receberam sua primeira injeção e quase 30 milhões receberam ambas as doses - cerca de 57% da população adulta do país.

Qualquer decisão que Johnson tome se aplica apenas à Inglaterra, porque os governos delegados na Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte tomam a maioria das decisões de saúde pública em seus países. /REUTERS

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