REUTERS/Marco Bello
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Dissidente chavista diz ao TPI que Maduro está envolvido em morte de opositor

Luisa Ortega, que fugiu da Venezuela após romper com o chavismo, denunciou presidente e vice a Corte da ONU

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2019 | 12h43

CARACAS - A ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega, que fugiu do país após romper com o chavismo, denunciou nesta quarta-feira, 16, no Tribunal Penal Internacional (TPI) o governo do presidente Nicolás Maduro pela morte do vereador Fernando Albán.

Segundo Ortega, há evidências que vinculam o presidente e a vice, Delcy Rodríguez, no caso. O opositor morreu após cair do 12º andar do prédio do Sebin, o serviço secreto venezuelano. O governo alega suicídio. 

Ortega se reuniu hoje por uma hora e meia com a procuradoria do tribunal da ONU, para quem entregou testemunhos de funcionários da polícia e do próprio Sebin que comprovariam como ocorreu a morte de Alban. 

A ex-procuradora deixou o cargo ainda em 2017, depois de romper com o chavismo quando Maduro convocou uma Assembleia Nacional Constituinte para isolar a oposição e aumentar seus poderes. 

A ex-procuradora relatou ainda contradições no relato sobre o suposto suicídio de Alban. A autópsia, ainda de acordo com o relato de Ortega, foi feita por uma pessoa sem credenciais para praticá-la. / EFE

 

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