Dissidente chinês se suicida após ser deportado pela Austrália

Homem era defensor de direitos humanos e pediu várias vezes para que país reconsiderasse sua decisão

Efe,

16 de junho de 2008 | 06h34

Um cidadão chinês que tinha solicitado asilo político na Austrália se suicidou em seu país depois que as autoridades australianas o desprezaram e o deportaram, anunciou nesta segunda-feira, 16, um grupo defensor dos direitos dos refugiados. O homem era um defensor dos direitos humanos que passou quase uma década na Austrália lutando por conseguir esse status, disse em comunicado Frances Milne, porta-voz do Comitê de Ação para os Refugiados. Há um ano, o dissidente foi expulso do país e repatriado à China, onde segundo denunciou, foi torturado nos interrogatórios. Continuou pedindo ao Governo australiano que reconsiderasse sua decisão e lhe permitisse retornar, mas fracassou apesar de apresentar provas dos abusos ao Departamento de Imigração. O ministro australiano de Imigração, Chris Evans, disse desconhecer o caso do homem e assegurou que averiguará os fatos.

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