Dissidente cubano encerra greve de fome após 4 meses

O dissidente cubano Guillermo Fariñas encerrou hoje uma greve de fome iniciada há quatro meses, afirmou sua porta-voz, Licet Zamora. O fim da greve de fome ocorre menos de 24 horas depois de o governo de Cuba ter prometido libertar 52 prisioneiros políticos. Zamora qualificou o quadro clínico do dissidente como "grave" depois de mais de cem dias sem consumir alimentos sólidos. A porta-voz contou também que o cubano tomou um copo de água na tarde de hoje.

AE-AP, Agência Estado

08 de julho de 2010 | 16h51

Fariñas havia passado a recusar água e comida logo depois da morte, em 23 de fevereiro, do dissidente Orlando Zapata Tamayo, que faleceu na prisão em meio a uma greve de fome. Fariñas, que exigia a libertação de dezenas de dissidentes políticos, vinha recebendo alimentação intravenosa.

Ontem, a Igreja católica cubana anunciou que havia alcançado um acordo com o governo para a libertação de 52 prisioneiros detidos desde 2003.

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