Dissidente cubano recusa exílio na Espanha

Dissidente cubano recusa exílio na Espanha

O dissidente cubano Guillermo Fariñas - que estava à beira de um "choque séptico", no fim de semana, provocado por uma infecção contraída depois de 34 dias sem ingerir água e alimentos - recusou ontem a proposta do governo espanhol de exilar-se em Madri, onde receberia tratamento médico. Fariñas protesta pela libertação de 26 presos políticos doentes e perdeu 13 quilos no último mês.

HAVANA, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2010 | 00h00

"Ele disse que o convite de ir para a Espanha em um avião ambulância deveria ser feito para os 26 presos políticos que estão nos presídios de Cuba", afirmou Licet Zamora, porta-voz de Fariñas. O dissidente "disse que agradecia a oferta, mas não queria ir para a Espanha exilado", confirmou Alicia Hernández, mãe de Fariñas, que permanece ao lado do filho, num quarto de hospital de Santa Clara, 270 quilômetros a leste de Havana.

Esta é a terceira vez que a Espanha faz a mesma oferta ao psicólogo e jornalista cubano de 48 anos. Fariñas iniciou seu protesto em 24 de fevereiro depois que o preso político, Orlando Zapata, morreu após 85 dias em greve de fome, desencadeando uma série de manifestações de rua lideradas pelas Damas de Branco. / EFE E AFP

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