Dissidente cubano tenta evitar ser expulso da Bolívia

O dissidente cubano Amaury Sanmartino foi internado com taquicardia em uma clínica na Bolívia, enquanto seu advogado tenta evitar sua expulsão, ordenada pelo governo do país, que alega violação das normas de imigração. O defensor público Waldo Albarracín pediu às autoridades a suspensão da expulsão, alegando "razões humanitárias".Sanmartino foi detido no último sábado em Santa Cruz de la Sierra, transferido em seguida para La Paz, supostamente sem ordem judicial. Em um comunicado, o governo disse que o expulsará "a qualquer momento", porque o médico cubano, que chegou à Bolívia como refugiado em outubro de 2000, violou as normas que obrigam estrangeiros a não interferir na política interna."O senhor Sanmartino está ilegal no país e ainda aparece nos meios de comunicação para denegrir o presidente Fidel Castro e também para intrometer-se em nossos problemas internos", declarou o porta-voz presidencial, Alex Contreras.Normina Chávez, mulher do dissidente, disse à emissora de TV Red UNO que seu marido foi internado depois de ter taquicardia e sentir dores no peito. Ela antecipou que o advogado de Sanmartino ingressará com um pedido para que a deportação seja evitada.O dissidente cubano teria participado de manifestações contra o governo do país em Santa Cruz de la Sierra, principal bastião da oposição ao presidente Evo Morales. Em Santa Cruz, os opositores vêm denunciando uma suposta ação de agentes cubanos e venezuelanos na Bolívia, acusando Morales de se submeter às ordens de Havana e Caracas.

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