Dissidente culpa China por sua saída da NYU

O dissidente chinês cego Chen Guangcheng disse que a Universidade de Nova York (NYU) está sendo pressionada por autoridades comunistas da China para tirá-lo da instituição até o final do mês.

AE, Agência Estado

17 de junho de 2013 | 01h27

Chen disse em um comunicado nesta segunda-feira que o Partido Comunista da China têm imposto uma "grande e implacável pressão" sobre a universidade para que o convidasse a se retirar da instituição. O ativista não forneceu detalhes ou evidências para apoiar sua alegação. Chen disse o governo autoritário de Pequim tem mais influência sobre a comunidade acadêmica norte-americana do que o imaginado.

"O trabalho dos comunistas chineses dentro dos círculos acadêmicos nos Estados

Unidos é muito maior do que aquilo que as pessoas imaginam", disse ele. "Independência e liberdade acadêmica nos Estados Unidos estão sendo muito ameaçadas por um regime totalitário".

Funcionários da NYU disseram que a participação de Chen estava programada para ter duração de um ano e, simplesmente, havia sido concluída como planejado. O porta-voz da NYU, John Beckman, afirmou em um comunicado na segunda-feira que a conclusão da participação de Chen não estava relacionada, de forma alguma, ao governo chinês.

O New York Post havia dito anteriormente que a decisão da NYU estava relacionada com a criação de um campus da instituição em Xangai, embora a universidade tenha negado a alegação.

O dissidente declarou que já em agosto e setembro do ano passado, poucos meses após a sua chegada nos Estados Unidos, a NYU já estava discutindo sua partida. Beckman respondeu que a universidade começou a conversar com Chen e sua família "não por causa de alguma pressão ficcional da China, mas para que eles pudessem usar os meses para fazer uma transição tranquila". Fonte: Associated Press.

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