Dissidentes cubanos deixam prisão contrariados

Hector Maseda e Angel Moya disseram que prefiriam dar a vez a prisioneiros mais debilitados

AE, Agência Estado

13 de fevereiro de 2011 | 11h06

HAVANA - Contrariados, os dissidentes Hector Maseda e Angel Moya foram libertados da prisão neste sábado, 12, em Cuba. A dupla foi detida em 2003, como parte de um grupo de 75 militantes que se opunham ao governo. Com esta libertação, apenas sete do grupo continuam presos.

A decisão de soltar Moya foi anunciada há mais de uma semana, mas ele se recusou a sair da prisão, alegando que preferia dar a vez a prisioneiros mais debilitados. Na sexta-feira, a Igreja Católica Romana também anunciou que o governo iria soltar Maseda. No entanto, ele também se recusou, justificando que queria uma exoneração ou perdão do governo, ao invés da soltura simples.

No fim, as autoridades simplesmente colocaram os dois homens na rua, com a explicação de que eles não podiam mais ficar atrás das grades.

Em julho do ano passado, o governo de Cuba havia prometido libertar todos os ativistas, críticos e líderes de oposição que estavam presos desde 2003, em um total restante de 52 pessoas. Semanas depois da decisão, 41 deles saíram da prisão. No entanto, o processo se desacelerou porque os que ficaram se recusaram a deixar o país e alguns prometeram continuar pedindo mudanças democráticas no momento em que fossem libertados.

A primeira quebra do impasse ocorreu na semana passada, quando a igreja anunciou a libertação de Moya e Guido Sigler, apesar de Moya ter afirmado que não deixaria a ilha. Maseda também prometeu permanecer em Cuba e voltar às mesmas atividades de oposição que praticava antes de ser preso.

O governo cubano não fez comentários imediatos sobre o assunto. Autoridades do país raramente reconhecem os dissidentes, dizendo apenas que são criminosos comuns e pessoas pagas pelo governo dos Estados Unidos para desestabilizar a ilha. As informações são da Associated Press.

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