Dissidentes cubanos são condenados à prisão

Um tribunal cubano sentenciou a 18 meses de prisão dois dissidentes que desobedeceram a uma ordem da polícia para que se retirassem dos arredores de uma delegacia, onde uma terceira pessoa estava detida para averiguações.Mediante uma nota, o grupo dissidente Movimento Cristão de Libertação informou que os processados foram Jesús Mustafá Felipe e Robert Montero, de 58 e 32 anos, respectivamente. Ambos trabalharam no Projeto Varela, uma iniciativa para convocar um referendo que impulsione mudanças na ilha. Em 18 de dezembro passado, Mustafá e Montero, que residem no povoado de Palma Soriano, na província de Santiago, dirigiram-se a uma delegacia de polícia para se informar sobre o destino de outro dissidente detido. A polícia não lhes deu informação e lhes ordenou que se retirassem. Os dois homens se dirigiram à cerca em frente ao prédio, mas se recusaram a ir embora. Os sentenciados foram avisados do julgamento, realizado na terça-feira, com menos de 24 horas de antecedência, manifestou a nota do grupo dissidente. Segundo a carta entregue à imprensa, estes fatos fazem parte de "uma escalada de repressão" contra os ativistas do Projeto Varela. "(O processo) foi uma falsidade", disse Efren Fernández, um membro do grupo, à Associated Press. Reconheceu, no entanto, que esposa, filhos e outros familiares dos acusados tivessem acesso ao julgamento, e que eles puderam contar com a presença de um advogado de defesa.

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