Dissidentes iniciam diálogo pela democracia na Síria

Mais de 100 opositores pediram uma 'transição pacífica para a democracia'

AE, Agência Estado

27 de junho de 2011 | 09h58

DAMASCO - Mais de 100 dissidentes ouviram e fizeram pedidos nesta segunda-feira, 27, por uma "transição pacífica para a democracia" em uma reunião pública em Damasco, na Síria. Segundo eles, esse foi um evento sem precedentes, nas cinco décadas de comando do Partido Baath no país.

 

Veja também:

especialLinha do Tempo: 40 anos da ditadura na Líbia

especialInfográfico: A revolta que abalou o Oriente Médio

 

Falando no encontro, realizado em um hotel da capital, o ativista Munzer Khaddam disse que há duas opções para o país. Uma delas é uma transição pacífica para a democracia. "A outra é uma via que leva para o desconhecido e que destruirá todos", afirmou.

 

"Nós estamos com o povo e nós, como eles, escolhemos esse primeiro caminho. Aqueles que se recusam irão para o inferno." Todas as figuras da oposição reunidas em Damasco não eram filiadas a partidos políticos.

O país vive uma crise desde meados de março, com protestos contra o governo e por maiores liberdades. O grupo Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado em Londres, afirmou que 1.342 civis foram mortos e que 342 membros das forças de segurança também morreram na violenta repressão às manifestações. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Síriaprotestosdissidentesdiálogo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.