Dissidentes pedem que Havana aceite ajuda dos EUA

Grupos de oposição em Cuba pediram ontem ao governo de Raúl Castro que aceite a ajuda dos Estados Unidos para as centenas de milhares de afetados pelos furacões Gustav e Ike. Também pediram a Washington que flexibilize o embargo contra a ilha. "A politização da ajuda humanitária aos afetados é inaceitável, não importa de onde ela venha. Antes de tudo deve estar o povo cubano, que é o que resiste" aos desastres naturais e "às carências acumuladas em 50 anos" de revolução, disse o grupo ilegal Agenda para a Transição, liderada por Martha Beatriz Roque e Vladimiro Roca. O economista e ex-preso político cubano Oscar Espinosa declarou que, "diante da magnitude da catástrofe é de vital importância o recebimento de uma ajuda humanitária internacional em massa, deixando de lado preconceitos políticos e ineficazes confrontações tradicionais".O governo cubano reconhece que carece de recursos para enfrentar a catástrofe provocada pelos furacões, que deixaram 7 mortos, mais de 320 mil casas danificadas e cultivos arrasados. Mas rejeitou uma oferta de ajuda de US$ 5 milhões dos EUA e pediu, em troca, o fim de embargo econômico contra a ilha. Membros de uma organização de exilados cubanos de Miami viajaram ontem à sede da ONU em Genebra para pedir ajuda humanitária para os afetados pelos furacões. "Pedimos à comunidade internacional que responda de forma mais rápida possível à situação desesperadora que se está vivendo em Cuba", disse Janisset Rivero, do Diretório Democrático Cubano.

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