Dissidentes pregam voto de protesto em Cuba

A 15 dias das eleiçõeslegislativas provinciais, o governo cubano defendeu neste sábado osistema eleitoral vigente, enquanto os dissidentes incentivavamo povo à abstinência eleitoral, ao voto em branco ou àimpugnação como uma maneira de expressar seu descontentamentocom o regime. As eleições para eleger os delegados provinciaise deputados se realizarão no dia 19 deste mês. Enquanto o governo de Fidel Castro defendeu mais uma vezo sistema eleitoral adotado no país, um grupo de dissidentesemitiu uma declaração pública na qual sustenta que "todos ecada um dos candidatos respondem totalmente ao governo". Em conseqüência, os opositores alertam que "sob taisregras, o cidadão carece de alternativas e se vê obrigado avotar por uma candidatura e um programa de governo únicos". O governo, por sua vez, argumentou que "ter no casodas Assembléias Provinciais e Nacionais tantos candidatos quantosão as cadeiras existentes garante que as pessoas mais humildese menos conhecidas não estejam em desvantagem". "Se a fórmula fosse selecionar dois, três ou mais deuma lista maior que o número de cargos, o mais provável é que oseleitores escolhessem sempre os mais destacados, as pessoascom clara ascendência sobre o público", assegurou o governo eumum editorial publicado hoje no Granma, o jornal oficial doPartido Comunista cubano. Os dissidentes também advertiram que assistirão àcontagem dos votos nos colégios eleitorais para observar se háalteração dos dados reais do número de votantes. Nas eleições de 19 de janeiro serão eleitos 601deputados. Já se apresentaram como candidatos o presidente FidelCastro, o chefe das Forças Armadas Revolucionarias (FAR), RaúlCastro, e altos dirigentes do governo e do Partido Comunista. Os deputados eleitos serão, em seguida, encarregados deselecionar os integrantes do Conselho de Estado presidido porFidel Castro.

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