Dissidentes soltos tentam formar frente de oposição

HAVANA

, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2011 | 00h00

Acreditando que é hora de uma nova investida contra o governo de Raúl Castro, dissidentes cubanos estão organizando uma frente ampla de oposição, composta por 12 ex-prisioneiros políticos recém-libertados, que exigiria mais liberdades em Cuba. O grupo tem o objetivo de dar aos opositores uma voz mais poderosa e conquistar o respeito da comunidade internacional.

"Nunca antes houve um consenso tão sólido em torno da necessidade de mudança. Todos nós (dissidentes) estamos praticamente na mesma linha. Agora, porém, quase ninguém acredita que o governo concordaria (com as propostas da oposição)", disse o líder do movimento, Héctor Palacios Ruiz, ao jornal americano The Miami Herald.

Os opositores pretendem reunir os ex-prisioneiros da "Primavera Negra", de 2003, última onda repressiva do governo de Fidel Castro, que se recusaram a deixar Cuba em troca da libertação. No entanto, para Martha Beatriz Roque Cabello, que se juntou ao grupo dos 12 em dezembro, o movimento dissidente cubano "está mais dividido do que nunca".

Pessimismo. A oposição cubana reagiu com pessimismo às mudanças econômicas e de limite de mandato anunciados no sábado pelo presidente Raúl Castro. "Se vão continuar governando por mais dez anos continuarão arruinando o país. Mais que um anúncio é uma ameaça. Outra década de castrismo ineficiente seria para arruinar o país ainda mais", disse o veterano ativista Elizardo Sánchez. "Aqui em Cuba não mudou nada e as reformas de Raúl são cosméticas, para ficar no poder o que lhe resta de vida", disse Berta Soler, membro do grupo Damas de Branco. / AFP

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