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Distúrbios em Tallinn deixam saldo de 200 detidos e 60 feridos

Centenas de jovens de origem russa promoveram atos de vandalismo na sexta-feira à noite na capital da Estônia, Tallinn, informaram as autoridades estonianas.A Polícia de Tallinn revelou que 60 pessoas ficaram feridas e cerca de 200 manifestantes foram detidos. Eles protestavam contra o desmonte de um monumento aos soldados soviéticos mortos na Segunda Guerra Mundial, segundo a agência russa "Interfax".Pela segunda noite consecutiva, a multidão enfurecida quebrou vidraças, saqueou lojas, virou carros e causou prejuízos no centro da cidade. O Governo concentrou dispositivos policiais nas ruas para tentar conter a desordem.A Polícia usou canhões de água e gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que jogaram pedras e também brigaram com grupos nacionalistas estonianos.O primeiro-ministro estoniano, Andrus Ansip, denunciou os atos de vandalismo em um discurso pela TV. Ele ameaçou punir os culpados e pediu calma à população.O prefeito de Tallinn, Savisaar, contrário à derrubada do monumento, exigiu do Governo uma indenização pelos danos casados pela multidão à cidade. Ele avaliou o prejuízo em US$ 4 milhões.O site do jornal estoniano "Eesti Paevaleht" afirmou que a segurança do chefe de Estado, do primeiro-ministro e do presidente do Parlamento foi reforçada, devido aos incidentes e a algumas ameaças de assassinato.Os sites oficiais do Executivo estoniano e do governante Partido das Reformas sofreram por ataques de piratas, supostamente baseados na Rússia.O monumento da discórdia, conhecido como o Soldado de Bronze, foi construído para abrigar os restos de pelo menos 13 militares soviéticos mortos em território estoniano em combate contra as tropas nazistas, em setembro de 1944.

Agencia Estado,

28 de abril de 2007 | 04h05

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