Distúrbios na Índia matam 2 após ataque a sikhs na Áustria

Duas pessoas morreram na segunda-feira em distúrbios no Estado indiano do Punjab, onde manifestantes incendiaram carros e lojas em protesto contra o assassinato de um pregador da religião sikh durante ataque a um templo em Viena.

GEETINDER GAREWAL, REUTERS

25 de maio de 2009 | 17h28

As autoridades impuseram toque de recolher em partes do Punjab, e tropas foram mobilizadas para as áreas mais turbulentas depois que uma multidão, especialmente da casta dos dalits ("intocáveis"), protestou contra o incidente da Áustria.

Duas pessoas morreram e oito ficaram feridas em dois incidentes, segundo o chefe de polícia Ramesh Inder Singh.

Uma vítima foi baleada por soldados durante uma invasão à delegacia de polícia de uma aldeia. Os manifestantes também bloquearam estradas.

Os distúrbios são uma reação ao atentado de domingo em Viena, quando 16 pessoas ficaram feridas por seis homens armados que atiraram contra dois pregadores da Índia que participavam de uma cerimônia no templo.

O guru Rama Nand, 57, morreu no hospital, e o guru Niranjan Dass, 68, está em condição estável.

Quatro agressores também foram baleados no tiroteio que se seguiu, quando os fiéis dominaram o grupo. Dois deles permanecem na UTI. Outros dois estão presos. A polícia disse desconhecer os motivos do ataque.

Três dos agressores tinham visto de residência e haviam solicitado asilo à Áustria. No último censo, em 2001, havia cerca de 2.800 sikhs no país.

O guru que morreu pertencia à seita Dera Sach Khand, que tem muitos seguidores entre os dalits e é considerada um culto separado da religião sikh tradicional.

O Sikhismo oficialmente rejeita o sistema de castas, mas as hierarquias sociais ainda prevalecem no Estado, e os seguidores da seita Dera Sach Khand que participaram do protesto se identificaram como dalits.

(Reportagem adicional de C.J. Kuncheria e Matthias Williams em Nova Délhi, Alexandra Zawadil em Viena)

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