Distúrbios no Timor-Leste deixam pelo menos 42 feridos

O motivo do protesto é a nomeação de Xanana Gusmão a primeiro-ministro

Efe,

10 de agosto de 2007 | 04h44

Pelo menos 42 pessoas ficaram feridas e 4 mil deixaram as suas casas após distúrbios em Viqueque, a cerca de 250 quilômetros ao leste de Díli. O motivo do protesto é a nomeação de Xanana Gusmão a primeiro-ministro, informaram nesta sexta-feira fontes oficiais. "De terça-feira até está manhã, o hospital recebeu 42 feridos dos conflitos em Viqueque e Uatulary. Alguns deixaram o hospital após serem atendidos, por motivo de segurança. Agora só temos 18 internados", declarou a médica Odete Maria Ximenes, do Hospital de Viqueque. O inspetor José de Carvalho confirmou que mais de 4 mil pessoas abandonaram a cidade. Pelo menos 600 casas foram destruídas e queimadas durante os distúrbios. "Os que fugiram de suas casas estão escondidos nos montes, na selva ou na igreja. Mas a igreja também se transformou em alvo, por isso pedimos proteção à força internacional de segurança e à Polícia da ONU", disse Carvalho. Ele acrescentou que a Polícia deteve mais de 200 suspeitos nas últimas 48 horas.  Os protestos são atribuídos a seguidores da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (Fretilin). O partido foi o mais votado nas eleições legislativas de 30 de junho, mas não vai governar, como estipula a Constituição. Gusmão, com seu Conselho Nacional para a Reconstrução do Timor-Leste (CNRT), formou uma aliança que garantiu maioria no Parlamento. O presidente timorense, José Ramos Horta, e o enviado especial do secretário-geral da ONU, Atuk Khare, devem visitar amanhã Baucau e Viqueque para tentar tranqüilizar a população.

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