Ditador líbio abre ''reserva de armas'' para partidários

Na TV, Kadafi pede que povo saia às ruas para defender capital e diz temer que rebeldes ''queimassem'' Trípoli

, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2011 | 00h00

TRÍPOLI

Em seu segundo pronunciamento na TV estatal líbia em menos de 24 horas, o ditador Muamar Kadafi pediu que seus partidários peguem em armas para reprimir a ofensiva rebelde que se aproxima cada vez mais de Trípoli. "Tenho medo de que, se nós não agirmos, eles queimem Trípoli", disse o líder líbio. Segundo ele, caso os rebeldes avancem, não haverá mais água, comida, eletricidade e liberdade.

"Estou dando a ordem para que todas as reservas de armas sejam abertas", afirmou Kadafi. "Eu conclamo todos os líbios a juntarem-se a esta luta. Aqueles que estão com medo, deem suas armas para suas mães ou irmãs. Saiam. Eu estou com vocês até o fim e nós venceremos."

O ditador ainda pediu que todos seus partidários juntem-se no combate ao "inimigo" no bairro de Tayura, região no leste da capital que já estaria nas mãos dos rebeldes. "Onde estão os religiosos que sempre estão na primeira fila e buscam o martírio?", questionou Kadafi. "Que saiam de suas casas para limpar a Líbia dos ratos!" Os combates entre insurgentes e forças leais a Kadafi dentro de Trípoli e nas proximidades da capital parecem ser um sinal decisivo no conflito que já dura seis meses. No entanto, a queda do ditador, no poder há quatro décadas, ainda não está certa porque a segurança especial de Kadafi ainda não se entregou e a operação para tomar a capital é complicada, pois a cidade é maior do que qualquer outro alvo já tomado pelos rebeldes. / AP. EFE e REUTERS

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