REUTERS/Lucy Nicholson
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Diversão supera luto em Las Vegas 

No Mandalay, jogo foi liberado horas após ataque

Cláudia Trevisan, Enviada Especial / Las Vegas  , O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2017 | 05h00

Os brasileiros Leila e Rodolfo Novak planejaram sua viagem de sete dias a Las Vegas com oito meses de antecedência. Quando se preparavam para embarcar, no domingo, seu filho ligou com a notícia do massacre que havia deixado 59 pessoas mortas na cidade. Como outros milhares de turistas, eles mantiveram os seus planos.

O cenário nos célebres cassinos de Las Vegas mudou pouco desde domingo. A principal referência ao ataque aparece nos luminosos dos principais hotéis, que passaram a exibir um fundo negro sobre o qual aparecem mensagens sobre doações de sangue e o número de telefone para localização de parentes.

A única região que continua interditada pela polícia é a área em frente ao hotel Mandalay Bay, de onde o aposentado Stephen Paddock abriu fogo contra 22 mil pessoas de seu quarto no 32.º andar. O casal Novak está hospedado no Excalibur, separado do Mandalay pelo Luxor, em formato de pirâmide. “Pensamos que a segurança no hotel seria mais estrita, mas não foi. É difícil perceber que alguma coisa aconteceu”, disse Leila.

O Mandalay já havia retomado sua rotina na noite de segunda-feira, quando hóspedes já tentavam a sorte nas roletas, mesas de pôquer e caça-níqueis. Os vestígios do massacre se revelavam na presença de policiais nos corredores e de caminhões da SWAT em um estacionamento no subsolo. O acesso ao hotel já estava liberado e estrangeiros que se registraram depois do ataque disseram não ter passado por nenhum procedimento incomum de segurança.

 

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