REUTERS/Andres Martinez Casares
REUTERS/Andres Martinez Casares

Dívida de US$ 26 milhões impede PDVSA de armazenar petróleo em terminal no Caribe

De acordo com documentos obtidos pela 'Reuters', empresa NuStar Energy se recusou a receber carregamento da estatal venezuelana, o que atrasou entrega do petróleo para comprador, em razão da falta de pagamento pelo aluguel de sua infraestrutura

O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2017 | 16h27

HOUSTON, EUA - A estatal venezuelana de petróleo PDVSA foi proibida de utilizar um terminal de armazenamento da empresa NuStar Energy no Caribe em razão de uma dívida de US$ 26 milhões, o que atrasou a entrega de um carregamento da commodity para um comprador, segundo documentos obtidos pela agência Reuters.

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A suspensão foi ativada neste mês depois da PDVSA não honrar o pagamento relativo ao uso das instalações da NuStar na ilha de Santo Eustáquio, explica o documento. "Não armazenaremos este carregamento", escreveu o vice-presidente da empresa, James Calvert, em resposta a um pedido da estatal venezuelana.

A recusa da NuStar em receber o óleo venezuelano em razão da dívida - equivalente a quase um ano de taxas cobradas da PDVSA - mostra como recorrentes disputas legais e comerciais estão prejudicando a capacidade da estatal de entregar seu petróleo a clientes estrangeiros, atividade que gera mais de 90% da receita de exportação do país.

Preocupações sobre atrasos nas entregas e a qualidade do produto enviado por Caracas estão entre os principais fatores de risco que ameaçam atualmente as vendas de petróleo da Venezuela, elemento central da conturbada economia do país caribenho.

A punição foi revelada poucos meses depois de a PDVSA expandir seu contrato de armazenamento com a NuStar em razão de uma disputa do governo chavista com a Buckeye Partners, outra empresa que alugava seu espaço no Caribe para armazenar o óleo venezuelano.

De acordo com a Reuters, a NuStar se recusou a comentar a falta de entendimento com Caracas e a PDVSA não retornou os contatos.

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