Dívida dos pobres e aids na pauta do G-8

Chefes de Estado e de governo do Grupo dos Oito - os sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia - iniciarão nesta sexta-feira em Gênova, no noroeste da Itália, sua reunião de cúpula anual em meio a um forte esquema de segurança e sem a perspectiva da tomada de grandes decisões para o planeta. As questões do perdão da dívida dos países pobres e da destinação de recursos para o combate à aids foram incluídas no topo da agenda da cúpula, mas não são esperadas grandes medidas por parte dos líderes dos países industrializados. Os dois assuntos, bem como a condenação da globalização, são as principais bandeiras dos mais de 800 grupos que protestarão contra o G-8. Participam da cúpula, desta sexta até domingo, Estados Unidos, França, Itália, Rússia, Grã-Bretanha, Alemanha, Canadá e Japão. A busca de uma proposta para uma solução pacífica para o conflito do Oriente Médio concentrou as atenções dos chanceleres nesta quinta. O G-8 emitiu um comunicado definindo a situação como "alarmante" e sugeriu a o envio à região de monitores de uma terceira parte para ajudar na adoção das recomendações do Relatório Mitchel, elaborado por um grupo de observadores internacionais. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, rejeitou a proposta. O governo israelense argumentou que antes tem de haver um cessar-fogo e culpou a Autoridade Palestina (AP) pelo fracasso da trégua acertada no mês passado. O presidente da AP, Yasser Arafat, enviara antes uma carta urgente ao G-8, pedindo intervenção internacional para pôr fim à agressão de Israel. Sobre outro ponto polêmico, o plano dos EUA de construir um escudo antimísseis, os chanceleres apenas assinalaram no comunicado que "reservam grande importância aos regimes existentes de tratados multilaterais". Para construir seu sistema defensivo, os EUA terão de violar o Tratado de Mísseis Antibalísticos (ABM).

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