Dividida, direita dos EUA promove conferência

Começou ontem a primeira conferência nacional do "Tea Party", o movimento direitista anti-governo que está renovando o ideal dos conservadores, assustando republicanos moderados e sacudindo o cenário eleitoral dos Estados Unidos. A conferência, realizada em Nashville, Tennessee, tem como estrela Sarah Palin, a ex-governadora do Alasca que foi candidata a vice-presidente na chapa do republicano John McCain. Mas uma divisão entre os diversos grupos que compõem o Tea Party ameaça transformar a conferência em um fiasco.

AE, Agencia Estado

05 de fevereiro de 2010 | 07h32

Alguns líderes e políticos conservadores resolveram boicotar a conferência porque os organizadores estão lucrando, ao cobrar US$ 550 de cada participante. "Isso aí me cheira a picaretagem", disse Erick Erickson, editor do blog conservador RedState.com. Outro que não vai comparecer é Dick Armey, o ex-presidente da Câmara que hoje lidera o poderoso grupo conservador FreedomWorks. Segundo ele, os organizadores estão querendo se apoderar de um grupo, o Tea Party, que não tem dono.

O movimento era encarado por analistas apenas como um aglomerado de lunáticos contrários à reforma de saúde. Mas o Tea Party se transformou em uma força eleitoral e agora há disputa por seu controle. Foi com o endosso do Tea Party que o republicano Scott Brown ganhou dos democratas a vaga do Senado de Massachusetts, que pertenceu ao ícone da esquerda Ted Kennedy. Os membros do Tea Party estão apoiando também candidatos ultra-conservadores na Flórida e Kentucky. Na Flórida, eles apoiam Marco Rubio na candidatura ao Senado, contra o moderado governador Charlie Crist. No Kentucky, apostam em Rand Paul, filho do deputado libertário e ídolo dos independentes Ron Paul.

Dentro do Partido Republicano, há um dilema - abraçar o movimento Tea Party ou deixá-lo à margem? Ao ignorar os Tea Parties, os republicanos se arriscam a perder eleições para candidatos populistas endossados pelo movimento. Mas se abraçarem o Tea Party, correm o risco de migrar para a extrema direita e perder os eleitores moderados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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